Cidades

Presidente da FAEC rebate fala de deputado sobre ‘desmatamento na Chapada do Araripe’

Pronunciamento de Amílcar Silveira, veio logo após deputado Renato Roseno (PSOL) cobrar e defender a proteção de áreas de conservação ambiental e o combate ao desmatamento na região.

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O desmatamento no Brasil diminuiu mais de 30% em 2024 em comparação com 2023, totalizando 1,24 milhão de hectares, segundo o Relatório Anual de Desmatamento (RAD 2024) do MapBiomas. Apesar da redução nacional, a Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe, no Ceará, não acompanhou a tendência: foram 5.965 hectares desmatados, praticamente o mesmo número do ano anterior (5.900 hectares). A unidade ocupa o 3º lugar entre as áreas de conservação mais desmatadas do país.

O deputado estadual Renato Roseno (Psol) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará para defender a proteção de áreas de conservação ambiental e o combate ao desmatamento na região. Segundo o parlamentar, dados do Relatório Anual de Desmatamento (RAD2024), elaborado pelo MapBiomas, apontam que mais de nove mil hectares teriam sido desmatados na Chapada do Araripe, em um contexto de expansão de lavouras de soja e algodão. A APA Araripe é uma unidade de conservação federal de uso sustentável, onde são permitidas propriedades privadas e atividades agrícolas e industriais. Ambientalistas alertam para os riscos à biodiversidade e aos recursos hídricos da região do Cariri.

As declarações do parlamentar foram rebatidas pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira. Segundo o dirigente, a Floresta Nacional (Flona) do Araripe, que é uma Unidade de Conservação, permanece preservada. Amílcar afirmou que a área não é caracterizada como floresta e que não houve desmatamento com finalidade irregular. De acordo com o presidente da Faec, as áreas utilizadas para produção agrícola são preparadas em conformidade com a legislação ambiental. Ele ressaltou que, em todas as propriedades, 20% da área são destinadas à reserva legal. “Essas áreas são preparadas, inclusive, respeitando a legislação ambiental. Não tem nada ilegal”, declarou.