Movimento ocorre após decisão liminar provisória da Justiça que determinou o retorno do processo licitatório envolvendo cooperativas responsáveis pela contratação dos profissionais.

Técnicos de enfermagem que atuam na rede pública estadual do Ceará anunciaram uma paralisação das atividades e uma manifestação no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) em protesto contra mudanças contratuais promovidas pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA). A mobilização está marcada para esta quarta-feira (13), ao meio-dia, em frente ao HGF, reunindo profissionais da categoria que denunciam precarização salarial e desvalorização das condições de trabalho na saúde pública estadual.
Veja quais as principais reivindicações apresentadas pela categoria:
• Manutenção da atual cooperativa até decisão judicial definitiva;
• Garantia de remuneração considerada digna para os profissionais;
• Abertura imediata de negociação com representantes da categoria;
• Preservação das condições mínimas de trabalho na rede estadual de saúde.
Segundo os organizadores, o objetivo da mobilização não é prejudicar a população, mas alertar para os riscos que a redução dos valores contratuais pode provocar no atendimento hospitalar.
O movimento ocorre após decisão liminar provisória da Justiça que determinou o retorno do processo licitatório envolvendo cooperativas responsáveis pela contratação dos profissionais. Atualmente, os técnicos de enfermagem são vinculados à cooperativa Coaph. No entanto, segundo os trabalhadores, a SESA pretende transferir o contrato para a cooperativa Coopernordeste, que teria apresentado valores significativamente menores para execução dos serviços. Representantes da categoria afirmam que os novos valores inviabilizam financeiramente o exercício da profissão e podem provocar perdas salariais severas para os profissionais.
“Com os valores que estão sendo apresentados, o técnico de enfermagem praticamente vai pagar para trabalhar. É uma desvalorização absurda de profissionais que sustentam diariamente o funcionamento da saúde pública”, afirmou um representante do movimento. Os profissionais alegam que a redução da remuneração afeta diretamente a qualidade da assistência prestada à população e compromete a permanência de trabalhadores na rede estadual. Os técnicos de enfermagem destacam que a paralisação busca chamar atenção das autoridades para os impactos da mudança contratual e pressionar pela abertura de diálogo com o governo estadual.












