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Política / Voto evangélico será decisivo nas eleições desse ano, diz pequisa

A maioria dos protestantes também são a favor da prisão do ex-presidente Lula. Para os evangélicos, o ex-presidente segue contra a doutrinação dos princípios cristãos.

Para os protestantes, o ex-presidente segue contra a doutrinação dos princípios cristãos, por exemplo; contra a liberdade religiosa, a favor do aborto, legalização das drogas e omisso no combate à corrupção e impunidade no Brasil. O voto evangélico terá um peso maior nas eleições de 2018 devido ao fim do financiamento privado de campanhas.

Índice de apoio à condenação do petista entre grupos religiosos varia mais de dez pontos percentuais. Em todas as perguntas, a rejeição aumenta, ao menos, dez pontos percentuais quando se compara a posição desse grupo com o dos católicos e das demais religiões.

Na pesquisa divulgada o percentual de pessoas que considerou justa a condenação do ex-presidente Lula era de 65,3%. Quando é analisado o posicionamento apenas dos evangélicos entrevistados, esse índice salta para 75%. Entre os católicos, 62,9% consideraram justo o julgamento e entre os de outras religiões, 62,6%.

A mesma situação ocorre quando a pergunta é se Lula deve ou não ser preso, após a condenação em segunda instância no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). No resultado geral, 58,5% dos entrevistados defendem a prisão do político. Já entre os evangélicos, 69,8% querem a prisão de Lula. Ou seja, sete em cada dez evangélicos defendem que o petista vá para atrás das grades após a condenação da semana passada.

Em um cenário eleitoral polarizado, com muitos políticos do chamado “centrão” de olho no Palácio do Planalto e pouco dinheiro para financiar as campanhas, um grupo aparentemente homogêneo de eleitores vem brilhando os olhos dos presidenciáveis: os evangélicos. Eles somam praticamente um terço da população, segundo o Datafolha, e podem ser decisivos para definir o pleito.

O Congresso aprovou R$ 1,716 bilhão para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha neste ano. O fundo foi criado em resposta à proibição das doações empresariais, decidido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2015.

Especialista em pesquisas eleitorais e ex-consultor de estratégia de 91 campanhas majoritárias, Lavareda destaca o aumento da bancada evangélica no Congresso Nacional e a expansão do número de representantes desse setor eleitos nas eleições municipais de 2016, com destaque para áreas na periferia das regiões metropolitanas.

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso conta com 199 deputados e 4 senadores. Levantamento do Departamento de Assessoria Parlamentar identificou que nas eleições de 2014 foram eleitos 74 novos deputados do setor, seguindo tendência de crescimento.