Sob posse da PF, dentro celular do operador, há pelo menos 72 horas de áudios comprometedores do grandioso esquema, mantidos com pelo menos 5 deputados estaduais e federais eleitos com recursos vindos do esquema.

Segundo denúncias do Ministério Público do Ceará, haveria um suposto conluio entre o deputado federal Júnior Mano (PSB) e o ex-prefeito foragido, Bebeto do Choró (PSB), prefeito eleito de Choró e cassado, para ‘lavar’ verbas públicas de Emendas Parlamentares via licitações fraudadas, forjadas e superfaturadas através de contratos entre prefeitos e prefeituras do Ceará. O dinheiro arrecadado teria abastecido campanhas eleitorais de aliados do grupo ligado a Júnior Mano em 2024.
O que se sabe, é que o ex-prefeito foragido, Bebeto Queiroz (PSB), estaria circulando sem ser incomodado pela Polícia nos últimos dias. Chegou a até consultar advogados criminalistas em Fortaleza, tentando reverter seu quadro jurídico, agravado pelo conjunto de indícios e provas apuradas pela Polícia Federal contra ele. Sob a posse da Polícia Federal, que apreendeu o celular do operador, há pelo menos 72 horas de conversas mantidas com lideranças, entre deputados estaduais e federais. O tamanho volume de mensagens se daria por que: “Bebeto só se comunicava por áudios, e tinha limitações cognitivas e dificuldade de escrever”.
O esquema passou a ser revelado ao Ministério Público quando o órgão identificou o avanço das campanhas eleitorais do ano passado que tiveram apoio de Júnior Mano (PSB) e Bebeto do Choró (PSB). Segundo o Ministério Público, a trama envolveu empresas ligadas a Bebeto, a administração de 51 prefeituras e prefeitos, além do principal mentor do esquema Júnior Mano (PSB), a partir do envio de emendas parlamentares para que fossem desviadas em favor de candidatos ligados ao núcleo político.
O plano consistia no gasto de pelo menos R$ 58 milhões nas eleições de 2024 para impulsionar candidatos aliados por meio do financiamento de facções criminosas, carros, combustíveis, brindes e compra de votos.












