Joacy Júnior já havia se manifestado e feito duras críticas aos altos cachês cobrados por escritórios de bandas e empresários de cantores no Nordeste.

Nessa semana, a cantora de forró Taty Girl agitou as redes ao usa-las para fazer uma suposta denúncia que chamou a atenção do meio artístico: segundo ela, diversas prefeituras ainda não quitaram cachês de shows realizados anteriormente. Sem citar nomes ou municípios, a artista afirmou que a inadimplência tem impactado diretamente a participação dela em eventos futuros, especialmente nas tradicionais festas juninas.
“Tem muitas prefeituras que estão lançando as grades juninas, cadê Taty? A gente não está porque não pagaram desde o ano passado, estão devendo ainda. Se pagar a gente vai. Quero estar nas prefeituras que me honraram. Estou doida para falar nomes, uma parte delas está devendo, estou me segurando para rasgar nomes”, disparou. A fala gerou repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre a responsabilidade dos gestores públicos no pagamento de artistas contratados para eventos culturais, que movimentam a economia e o turismo em diversas cidades do Nordeste.
Em seguida, veio a resposta imediata da Associação dos Prefeitos dos Estado do Ceará (APRECE), por meio de seu presidente Joacy Júnior.
“A entidade considera extremamente preocupante esse tipo de conduta, que ignora os princípios básicos da boa-fé contratual, do respeito institucional e do devido processo legal. Em diversas situações, tratam-se de cobranças indevidas, desprovidas de fundamento jurídico ou ainda vinculadas a contratos que não foram integralmente cumpridos pelas próprias partes que agora se apresentam como credoras.
É inaceitável que disputas de natureza contratual, que devem nos meios legais adequados, sejam levadas de maneira indevidamente pública, gerando desinformação, expondo comprometendo administrações municipais perante a população.
A Aprece ressalta que tal prática pode configurar, inclusive, abuso de direito e ensejar responsabilizações nas esferas cível e criminal, especialmente quando há prejuízos à honra, à reputação e à credibilidade dos agentes públicos envolvidos.”












