Ceará

398 terceirizados da ArcelorMittal sofrem corte após salários atrasados

De acordo com um sindicato, o contrato entre as empresas foi encerrado sem que os funcionários fossem formalmente comunicados pela terceirizada.

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Funcionários afirmam que, na tarde da terça-feira (7), somente a ArcelorMittal informou que os contratos com a Evsa seriam encerrados a partir do dia seguinte, quarta-feira (8). Em outro comunicado, enviado na segunda-feira (6), dessa vez pela Evsa, a terceirizada informou que, conforme estabelecido no Acordo Coletivo vigente, o pagamento poderia ser realizado até o 5º dia útil de cada mês.

Em abril, esse prazo chegou ao fim na última terça-feira. “A  Evsa já vem sendo inadimplente com os colaboradores há muito tempo. Tudo começou com a falta de pagamento do nosso fundo de garantia, depois ‘atrasos’ recorrentes com vale alimentação e salário”, relatou a funcionária. Em protesto, os trabalhadores reuniram-se do lado de fora da ArcelorMittal nessa quarta. “A empresa não deu baixa nas nossas carteiras e não fez o pagamento do nosso salário, que está atrasado. Estamos em protesto porque ela fechou as portas e foi proibida a nossa entrada”, disse outro trabalhador.

Diante da situação, o Sindicato dos Metalúrgicos do Ceará (Sindmetal-CE) acionou o Ministério Público do Trabalhopara que seja feita uma audiência de conciliação, reunindo a ArcelorMittal e a Evsa, para tratar exclusivamente do atraso salarial.