Brasil

Ministro da Justiça acusa políticos e polícia de serem sócios do crime organizado

“Todo mundo sabe que o comando da PM no Rio é acertado com deputado estadual e o crime organizado”, disse ele, em conversa com jornalistas, sem citar nomes de possíveis envolvidos. “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio,” afirma.

Para Torquato, o assassinato do tenente-coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, na quinta-feira, 26, foi uma retaliação. Comandante do 3° Batalhão da Polícia Militar do Rio, Teixeira, de 48 anos, foi executado a tiros no Méier, na zona norte. Foi o 111º policial morto neste ano no Estado.

“Nada me tira da cabeça de que aquilo foi um acerto de contas”, afirmou o ministro da Justiça. Na tentativa de comprovar sua suspeita, Torquato disse ter chamado a atenção sobre detalhes do crime em recente encontro com Pezão e Sá. “Ninguém assalta dando dezenas de tiros para cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado. O motorista era um sargento da confiança dele.”