Ceará

Gasolina influencia inflação e Fortaleza é a cidade mais impactada no Brasil

Além da gasolina, também subiram e registraram forte alta os preços do etanol (8,06%), do óleo diesel (5,40%) e do gás veicular (0,69%). Resultando para o consumidor elevada alta de 28,44% nos últimos nove meses.

Já é perceptivo que nosso poder de compra tem reduzido drasticamente, puxado principalmente pela alta dos combustíveis e da educação em cursos regulares. Fortaleza, obteve entre as 16 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior resultado da variação do IPCA, com taxa de 1,48%. Na outra ponta da lista está o Rio de Janeiro com a menor inflação do mês, de 0,38%, influenciado pela queda de 10,73% nas passagens aéreas e de 16,50% em transporte por aplicativo.

Esse resultado da inflação oficial acumulada, atingindo 5,09%, fica próximo ao limite superior da meta de inflação estabelecida para este ano – centro da meta é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%. A principal razão da alta veio da gasolina, que subiu 7,11% no período: o item foi responsável por 42% da inflação de fevereiro, segundo o IBGE.

Além da gasolina, também subiram e registraram forte alta os preços do etanol (8,06%), do óleo diesel (5,40%) e do gás veicular (0,69%). Resultando para o consumidor elevada alta de 28,44% nos últimos nove meses.

No caso da educação o IBGE identificou forte tendência dos reajustes das mensalidades cobradas pelas instituições de ensino, que em Fortaleza, em 2020, foi travada inúmeras questões judiciais e até proposições legislativas na Assembleia Legislativa do Ceará, que obrigou mudanças contratuais das escolas particulares. E nesse momento pós crise, houve retirada de descontos aplicados ao longo do ano passado no contexto de suspensão das aulas presenciais por conta da pandemia.

Estamos atravessando um momento desafiador na economia brasileira que dar sinais de recessão, acompanhada do agravamento do desemprego e alta inflacionária. É um turbilhão de coisas ruins em um País mergulhado na crise sanitário do coronavírus.

Pedro Henrique Alcino – Especialista em Investimentos e Private Bank