Política

Ex-coordenador do MBL Ceará abre o jogo e fala sobre investigação de lavagem de dinheiro ligada ao MBL

Integrantes do MBL foram presos na manhã desta sexta-feira (10), em São Paulo, em uma investigação contra lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público. Movimento nega ligação com empresários.


Ex- coordenador do MBL no Ceará, Carmelo Neto, se posiciona sobre o caso e diz que “a Casa caiu”.

A polícia civil de São Paulo cumpriu seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. De acordo com o MP, os presos foram os empresários: Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso (conhecido como Luciano Ayan), investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
 
“Já fui do MBL no passado, infelizmente. Posso dizer com a certeza de quem presenciou: Ayan era uma espécie de guru, sempre consultado por líderes do movimento. Inclusive, em quase todas as vezes que estive em SP e visitei a sede, lá estava Ayan. O MBL quer esconder a verdade”, revela.

Ele conta ainda que o Renan Santos, vulgo Dirceu do MBL, o ameaçou de processo. “ Me ameaçou quando disse que um dia ele seria preso. Mas depois de Luciano Ayan e Alessander Mônaco (amazing), será que ele não é o próximo?”, conta. 
Carmelo Neto deixou o cargo no MBL em 2019  por divergir de opiniões do grupo.