Ceará

Delator diz que Jucá dividiu propina de MPs de R$ 22 milhões com Renan e Eunício Oliveira

Cláudio Melo relata ter tido reunião na residência oficial da presidência do Senado durante o trâmite da medida provisória “para reforçar a importância do tema para a empresa”. O exame dos depoimentos mostra que o trabalho do grupo se voltava principalmente para influenciar a elaboração de normas ligadas à tributação e à renegociação de dívidas com o governo.

Em geral, os textos eram previamente discutidos por Odebrecht com integrantes do governo e, depois, Melo Filho atuava para ajustá-los e aprová-los no Congresso. Melo Filho diz que, durante a tramitação, Jucá solicitou “apoio financeiro atrelado à aprovação do texto”. O pagamento de R$ 7 milhões teria sido dividido com Renan e Eunício.

Acusado, Eunício afirma que a Justiça vai “apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade”. Maia diz que “o processo vai comprovar que são falsas as citações”. A defesa de Mantega já disse que as acusações são inverossímeis.