Ceará

CEARÁ: Pacientes tem tratamento interrompido por conta da falta de medicamentos

Pacientes do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão e do Hospital do Coração de Messejana, estão retornando para casa, sem remédio para o controle da diabetes e hipertensão, há meses.

Nossa equipe esteve no local. coletando informações ao lado de pacientes de receita em mãos e comprovamos a veracidade dos fatos, conforme denúncias feita anteriormente, há meses atrás.

A produção da matéria foi elaborada baseada em informações colhidas pelos próprios usuários e funcionários, coletadas por meio de depoimentos, fotos e vídeos no local.
(Hospital do Coração, falta os seguintes medicamentos):
– MAREVAN: 5mg
– DIPIRONA
– SELOZOK: 50mg
– BISOPROLOL: 25mg
– LOSARTAN
 
OBS: Colhemos relatos de que foi suspenso o pagamento dos terceirizados (maqueiros, enfermeiros e serviço de limpeza) apenas com previsão para regularização em 2018, como também o atendimento domiciliar à pacientes pós-cirúrgico, por motivo de falta de transporte / Há falta de material de insumos básicos como gazes, esparadrapos e soro, segundo os próprios funcionários do local.
 
(Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão, falta os seguintes medicamentos):
– ACARBOSE: 50mg
– DUOMO: 4gm
– SAXIGLIPTINA: 5mg
Em nota enviada a nossa redação, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará informou o seguinte:
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informa que dispõe de medicamentos com os mesmos princípios ativos (vafarina, metropolol e losartana) ou similares da lista citada em relação aos itens supostamente em falta no Hospital Dr Carlos Alberto Studart Gomes (Hospital de Messejana) para abastecimento das unidades da rede estadual. Isso significa que não houve interrupção de tratamento dos pacientes que precisaram desse tipo de medicação.
Alguns desses remédios que são citados pela Revista Ceará são apenas os nomes comerciais. O Marevan, por exemplo, é uma determinada marca. A Sesa licita e compra pelo princípio ativo, que, neste caso, é a vafarina.
Em relação ao Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão, nenhum dos medicamentos repassados para os pacientes diabéticos e hipertensos na unidade de atenção secundária da rede do Governo do Ceará está em falta. Parte da medicação para esses pacientes é entregue na atenção primária (postos de saúde e farmácias populares).
A Secretaria esclarece ainda que a descontinuidade pontual de alguns insumos médico-hospitalares deve-se a fatores que envolvem o fornecimento, como realinhamentos de preços, atrasos de entrega (em 2016 e em 2017 a Sesa notificou vários fornecedores por esse motivo), requerimentos de troca de marca por parte dos ganhadores das licitações, além de trâmites burocráticos necessários para dar mais segurança ao processo de aquisição.