Ceará, Política

Capitão Wagner visita redação de jornalismo da Revista Ceará e fala sobre eleições

Na ocasião, Wagner participou de uma reunião institucional com o Diretor-geral do grupo e do veículo de comunicação, Josias Carneiro. Candidato à Prefeitura de Fortaleza, Wagner foi entrevistado pela jornalista de política Samara Veras, que realizou diversos questionamentos ao pré-candidato.

A Revista Ceará recebeu nessa manhã (10), a presença do pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, Capitão Wagner (PROS). Ao lado de jornalistas, o Diretor-geral do veículo, Josias Carneiro, também teve uma conversa com o pré-candidato que relatou um pouco sobre o cenário político do Estado para o ano de 2020 e sobre seus projetos futuros para a melhoria da cidade de Fortaleza.

Em um segundo momento, num bate papo com a jornalista de política Samara Veras, Capitão Wagner (PROS), afirmou em entrevista que seus projetos não se restringem apenas na área da Segurança Pública, como também engloba a área da saúde. Na mesma ocasião, o pré- candidato ressaltou que a Revista Ceará contribui para o jornalismo investigativo com credibilidade, critério e respeito no Estado; “A gente fica muito feliz pois o monopólio que existia com o comunicação, está se quebrando, novos veículos estão surgindo e a Revista Ceará, é hoje, um dos principais veículos de comunicação do Estado e está surgindo com objetivo de ocupar espaço no mercado. Eu acho que para ocupar esse espaço tem que demonstrar credibilidade na informação e vocês tem demostrado e desempenhado muito bem esse papel na sociedade cearense”, ressaltou Capitão Wagner.

Leia a entrevista:

Jornalista Samara Veras: Capitão Wagner, esse ano de 2020 é ano de eleições municipais em Fortaleza. Você confirma a sua pré-candidatura à prefeitura de Fortaleza? Muitos projetos?

Capitão Wagner: Está consolidada a pré -candidatura. Algumas pesquisas já foram divulgadas, e o nosso trabalho já está sendo reconhecido pela população. Tanto na pesquisa espontânea, quanto na pesquisa estimulada, o nosso nome aparece. A pesquisa e o momento não é que de fato vai acontecer na eleição, mas sim um impulsionador do nosso trabalho. A partir do momento que aparecemos bem na pesquisa, é sinal de que estamos no caminho certo. Se estivéssemos mal, estaríamos fazendo alguma coisa errada. Então a nossa missão, até outubro, é identificar onde a gente está falhando para melhorar e potencializar o que a gente tem feito de bom, que é o contato com as pessoas, a conversa com as lideranças, o contato com a imprensa, que é muito bom, onde a gente tem acesso aqui, os principais veículos de comunicação, que consegue externar, a nossa opinião, externar o nosso projeto, então acredito que a nossa presença junto a imprensa em 2020 vai ser muito importante para as pessoas conhecerem o nosso plano de governo.

Jornalista Samara Veras: Capitão Wagner, dentre esses projetos, os quais você citou, existe algum ligado para a saúde de Fortaleza ?

Capitão Wagner: Sem dúvidas! A gente tem feito pesquisas, e existem três problemas muito graves na nossa capital. A gente tem problema sério na saúde, um problema muito sério na questão do desemprego, outro problema relacionado a própria área da segurança pública. O pessoal, apesar de me ver como policial, também sou professor, a gente já tem identificado gargalos na saúde, por exemplo, a questão da distribuição de medicamentos, devemos tentar construir projetos para viabilizar a distribuição melhor desses medicamentos e uma quantidade maior. Só para os leitores da Revista Ceará tomarem conhecimento, só de imposto, a prefeitura de Fortaleza poderia evitar pagar 50% do valor do medicamento. Mas o que isso significa? é que caso esses impostos fossem dos medicamentos fosse. evitados, a gente poderia comprar o dobro de medicamentos com o mesmo valor. A gente está trabalhando nesse sentido para tentar potencializar essa aquisição do medicamento. Um outro gasto, gargalo muito grande, é a carência de profissionais. Existe uma carência muito grande de médicos, enfermeiros e vários profissionais da saúde, a gente tem que sanar a partir da contratação, através de concursos públicos. O atual prefeito optou uma gestão terceirizada da saúde, ele entregou os vários equipamentos de saúde, as unidades básicas de saúde, eu acho que, há um equívoco nisso também porque são ações que não são obrigadas a prestar contas detalhadas dos recursos que elas recebem. A possibilidade da utilização de um mal recurso é muito maior, pois elas não podem prestar contas detalhadas, diferente da própria gestão pública e da fundação, onde essa prestação é detalhada, o que foi gasto com cada item. então a gente pensa em rever esse modelo de fortaleza que tem gastado muito mais com esse recurso, embora o resultado seja muito pior com obras que se conteste a qualidade, podemos citar o exemplo da Lagoa da parangaba, que foi quase 5 milhões de reais, e que com três dias de inaugurada, já apresentou uma série de problemas, então essa qualidade das obras é questionável. Quando a gente fala da mobilidade urbana, avançou alguma coisa mais sem diálogo com a população, isso tem gerado uma série de problemas também. Outro ponto que a gente considera um grande avanço, mas tem algumas falhas, muitas na verdade, algumas falhas na questão do diálogo do tema saúde da população, alguns assuntos, como por exemplo, a Zona azul que foi coloca em locais inadequados, inclusive no comércio, temos aqui a Av. Monsenhor Tabosa que está com problema sério com quase 80 das lojas fechadas por conta não só da zona azul, mas por conta de uma série de mudanças que foram feitas, na questão do tráfego de veículos com o comércio Av. Bezerra de Menezes. Agora na Av. Santos Dumont, por exemplo, com as obras no binário, cada jarro de planta que foi colocado lá custa mais de 16 mil reais, como explicar para o cidadão esse valor, para o contribuinte de um estado pobre que estamos gastando dinheiro dessa forma? portanto alguns gastos são equivocados a gente precisa rever isso.

Jornalista Samara Veras: Capitão, existe outro projeto para saúde além deste, no caso dos medicamentos específico ?

Capitão Wagner: Aquele projeto que citei dos medicamentos, nós queremos fazer uma parceria com as farmácias privadas, tem diversas formas de fazer isso. Já existe um programa a nível federal para que essa distribuição de medicamentos possa ser feita, também, nas farmácias comerciais e a gente está modelando isso. É umas das estratégias da nossa campanha, e que a gente não quer detalhar aqui para que nossos adversários não saiba das informações, e eu prefiro apresentar no decorrer da campanha.

Jornalista Samara Veras: Capitão Wagner, como andam as articulações políticas com o partido DEM de Chiquinho Feitosa no Ceará ?

Capitão Wagner: O DEM teve uma conversação inicial com a gente, e a gente teve com o presidente nacional ACM Neto, e ele nos convidou, inclusive, para o partido. Só que existia um problema de janela, a janela que acontece agora em março que acontece somente para vereadores, deputado não tem como mudar de partido sem enfrentar problemas judiciais, então há essa dificuldade. Mas a gente tem conversado com o DEM, apesar dos veículos de imprensa já anunciaram que há um fechamento do DEM com o PSDB na candidatura com o Carlos Matos, a gente tem conversado tanto com o DEM, quanto com o PSDB, também eu acredito que até o período de convenção há possibilidade de a gente atrair um desses dois partidos, ou até os dois para uma aliança até no primeiro turno, aí teremos mais espaço na TV e Rádio, pois com a TV e o Rádio, a gente vai ter um pouco mais de espaço para apresentar nossos projetos para população. Atualmente, a grande dificuldade é essa, pois a gente tem pouco tempo de TV, daí não temos como detalhar e aprofundar nossas ideias durante a campanha. então é uma preocupação da gente e a gente vai continuar dialogando com o DEM e com outros partidos.

Jornalista Samara Veras: Capitão Wagner, como andas articulações políticas com o presidente Jair Bolsonaro, no Ceará?

Capitão Wagner: A gente tem tido um bom diálogo com os ministros, a gente tem um acesso, não só eu, mais todos os deputados têm um acesso muito facilitado à todos os ministros de Bolsonaro. O grupo que assessora o presidente é um grupo muito bom, a gente pode pegar, por exemplo, o ministro Sérgio Moro, não só tecnicamente, mas popularmente a gente tem um grande apoio, o ministro Paulo Guedes é outro exemplo, o próprio ministro da saúde o Mandetta, o ministro da Infraestrutura que é reconhecido ministerialmente muito técnico e qualificado, e vários outros ministros tem apresentado um trabalho muito importante, embora no primeiro ano, teve uma série de dificuldades que envolveu uma série de polêmicas, inclusive, desnecessária muita coisa que foi polemizada que poderia ter sido ser evitada. O presidente tem que fazer o que ele está fazendo, amenizar o discurso ideológico , e sim, o que de fato interessa a população que é a geração de empregos e reformas que o Brasil precisa passar. A gente vai discutir a reforma tributária que vai atingir desde o menos favorecido, até o empresário mais bem sucedido da nação. A gente vai ter uma reforma administrativa também, e ainda nesse primeiro semestre, acho que a relação deles com os poderes precisa ser melhorada com o legislativo, com o judiciário, afinal de contas, a harmonia é prevista na constituição federal e caso eles estejam em atritos, eles acabam prejudicando a população, daí acredito que a gente tenha que se aproximar mais do presidente não somente para aconselhar, mais para ajudar nas pautas políticas para nação e a gente espera que ele faça uma grande gestão, aliás, torcer contra o presidente é torcer contra a nação.

Jornalista Samara Veras: Falando em Jair Bolsonaro, o deputado Estadual André Fernandes (PSL), caso passe a vir a assumir o comando do partido de Bolsonaro no Ceará, te apoiara?

Capitão Wagner: Com certeza. Na verdade o partido (Aliança) está tentando se formar, precisa colher as assinaturas, as assinatura precisaM ser registradas em cartório e o TSE precisa validar essas assinaturas, existe uma fila no TSE com vários partidos que já entregaram as assinaturas e estão aguardando essa validação, eu não acredito que o (Aliança) consiga, até o dia 04 de abril, validar essas assinaturas e se tornar o partido registrado para eleição 2020, e em 2022 com certeza, ele irá formar e ter condições e disputar eleições, os próprios da Aliança não acreditam que haja tempo hábil para que ele se forme. Sendo assim, a gente vai aguardar, pois eu tenho uma boa relação com o André Fernandes, uma boa relação com o Delegado Cavalcante, com a Priscila Costa, com o Carmelo Neto, com os próprios deputados federais que montam a (Aliança), e se ele se formar, logicamente eles podem lançar a candidatura aqui em fortaleza, se não, a gente vai continuar o diálogo para tentar ter o apoio deles também na candidatura desse ano.

Jornalista Samara Veras: O seu vice-prefeito na chapa, será indicado pelo deputado federal Heitor Freire?

Capitão Wagner: Não tem nada definido ainda! Ainda vai fechar o arco de liderança de partidos, só temos quatro partidos nos apoiando, o (PROS), o (Avante), o (PSC) e o (Podemos), a gente vai definir em fevereiro. Como eu falei, o (PSL) pode nos apoiar, daí, definidos estes partidos, a gente vai sentar com cada um deles e daí escolheremos esse perfil técnico de gestor que pode nos ajudar a fazer uma boa gestão, porque eu não quero um vice como uma mera figura decorativa, ele precisa assumir uma posição na gestão e que me ajude a conduzir a gestão da cidade de uma melhor forma possível. A gente tem que enxugar a máquina, a gente pretende ter um vice que assuma uma posição de preferência uma Secretária de Gestão e Planejamento que nos ajude na complexidade que é fazer uma gestão na cidade de Fortaleza. Então a gente ainda vai definir esse perfil, pode ser homem, poder ser mulher, alguém, conhecido que melhor agregar na chapa.

Jornalista Samara Veras: Como andam as articulações com o (PSL) no Ceará após o racha entre Heitor Freire (PSL) e André Fernandes (PSL)?

Capitão Wagner: Eu respeito muito os dois. São deputados de primeiro mandato e isso acaba dificultando, e ao ocupar o cargo político eles têm que ter a humildade de escutar mais e falar menos, e como são dois jovens parlamentares, eu acho que falta ali alguém que possa trazer os dois para perto. Faltou né! mas eu acho que não tem mais caminho de volta, pelo menos agora no curto prazo. São duas pessoas que tem condições de crescer politicamente, são dois deputados muito atuantes, cada um com perfil diferente. Eu espero que eles tenham sucesso. Eu fico triste com esse triatismo, principalmente, porque são dois jovens liderança de oposição, a gente tem uma carência muito grande de novos políticos no ceará. Desejo que mesmo em oposição, eles possam se unir, pois política se faz agregando, unindo pessoas e entendendo e respeitando quem pensa diferente da gente, jamais impondo, jamais exigindo de forma arrogante que as pessoas aceitem na nossa opinião como verdade única.

Jornalista Samara Veras: Capitão Wagner, como você vê o papel e desempenho da Revista Ceará na área da comunicação e do jornalismo investigativo ?

Capitão Wagner: Primeiro a gente fica muito feliz, pois o monopólio que existe com a comunicação está se quebrando. Novos veículos estão surgindo, e ao meu ver, a Revista Ceará é um dos principais veículos de comunicação que está surgindo com objetivo de ocupar espaço no mercado, eu acho que para ocupar esse espaço tem que demonstrar credibilidade na informação, e vocês tem demonstrado isso da Revista Ceará. Sempre observo que e vocês tem buscado fontes com muito critério e respeito, muita qualidade, e a revista tem tudo para crescer e ocupar o espaço que ela merece. A imprensa tem que passar a informação, independente de desagradar ou agradar quem está sendo noticiado, desde que isso aconteça com critério.