Ceará

Advogados cobram posicionamento da OAB-CE sobre violência no Estado

Advogados acusam também o presidente da ordem Marcelo Mota de omissão perante os altos índices de violência no Estado, além do caso que abalou o país na madrugada desse sábado, (27), vitimando 14 pessoas e ferindo outras 6.

Representantes da advocacia cearense cobraram na tarde desse sábado, (27), um posicionamento oficial da OAB-CE sobre o crescimento da violência no Estado com mais de 5.300 assassinatos, além do caso da ‘Chacina da Cajazeiras’. Advogados acusam o presidente da ordem Marcelo Mota de omissão.

Enquanto a imprensa e redes sociais debatem a violência em nosso Estado e a maior chacina já registrada no Ceará, a OAB-CE permanece calada sobre o assunto e seu presidente preocupa-se em incentivar o futebol”, diz trecho da nota. Marcelo Mota tem evitado comentar acerca do assunto.

Ceará tem 300 assassinatos nos 27 primeiros dias de 2018, número é superior à média registrada em 2017, de 14 homicídios por dia e 5.134 no ano. Entre as 300 vítimas dos assassinatos, estão 35 mulheres. Também no mesmo período, 15 adolescentes foram assassinados, sendo 10 nas ruas e favelas de Fortaleza, dois na Região Metropolitana (um em Pacajus e outro em Maranguape) e mais três no interior (nos Municípios de Boa Viagem, Iguatu e Tabuleiro do Norte).

Em um ano, oito chacinas deixaram 46 mortos no Ceará. Em menos de 12 meses, o Ceará registra oito chacinas com quatro mortos ou mais. Média de um assassinato em massa a cada um mês e meio. Nesses conflitos, 42 pessoas morreram. Todos ocorreram na Capital ou Região Metropolitana.

Para o presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública falta ao estado um plano efetivo de segurança para coibir a onda crescente de violência. “Nós percebemos que não existe um Plano de Segurança Pública e nós queremos saber, efetivamente, qual plano é, afinal de contas, nós estamos chegando ao apogeu, nós batemos todos os recordes”, ressalta o advogado Leandro Vasques.